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domingo, 25 de setembro de 2011

Planeta Terra


Abduzido e jogado nesta merda
Esquecido aqui no Planeta Terra

São bombas atômicas desarmadas
Com ideologia passiva
Sem nada de Maluco Beleza
Ou Sociedade Alternativa

Dizem que eu berro pra aparecer
Outros, que sou louco
É que por aqui é assim
Chorando em silêncio
Fingindo um final feliz

Perdoa esse povo,
Alienado sem dias de glória
Vivendo o mesmo do novo
E só levanta mão pra pedir esmola

Ninguém sabe o que é certo
O errado é o que te conduz
Fazer o mau, 
Aqui é normal
Pois o bem só te leva à cruz


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cartas Na Gaveta



Revirando minha gaveta bagunçada
Encontrei os poemas que você fez pra mim
Poemas bem dobradas em forma de cartas
Relembrei de um tempo
Que não parecia ter fim

Sei, que todo amor que se parte
Vai, mas sempre deixa uma sombra de seu vestijo
Talvez não pra ser eterno
Mas para que jamais seja esquecido

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ele Sabe Bem O Que Quer.


Ele me chama de mansinho,
Com a voz e a cara de quem clama carinho e cafuné
Com a mente, mãos e bocas cheias de desejo e cachaça
Ele sabe bem o que quer

Segura delicadamente minhas mãos
Como se fossem as pedirem em casamento
Entrelaça meus braços em seu pescoço...
Ah, esse moço...
Como mexe com meu corpo, alma e pensamento

Me faço de dura
Mas ele me força a ficar
Me diz que aqui é o lugar
E que não há motivos pra fugir

E como um vapor,
Me sopra palavras quentes ao pé do ouvido
Me prende colado em seu corpo com firmeza
Mas com a clareza, de que posso sair

Mas como se eu pudesse
Não porque me seguras com força bruta
Mas porque me beijas,
Me atiça, me morde e me cheira
Como se eu fosse dele

Como se fosse fácil,
Descobrir meus pontos mais frágeis e ardentes
Me crava os dentes
Me respira fundo e com vontade

Então me derreto toda
Mas ele ainda me deixa de pé
E sem mais porque ele para
Me olha com os olhos de bandido
Me rouba o senso e o sentido...
Ah, ele sabe bem o que quer

Parabéns, Benzinho


Parabéns, benzinho
Parece que enfim,
Você encontrou alguém assim
Pra você chamar de seu
Que não te levanta a voz
Quando você insiste nesse medo
Que no teu sonho,
Você viu que a vida dói

Parabéns, benzinho
Pelo teu escravo calado
Não rir, nem chora
Apenas vai pro tronco
Quando é solicitado

Parabéns,
Pela tua nova vida
Pelo teu amor sob medida
Por esse cara que agora você ama
Que não fuma, nem bebe
Apenas obedece, o que você manda

Um verdadeiro cão adestrado
Que não morde, nem ladra
Só abana o rabo quando é chamado

Que sempre te dar razão
Mesmo com teus erros gritantes
Os defeitos correndo pelas mãos

Parabéns, benzinho
Pela sua troca gênial
Desistiu de uma vida louca e incerta
Pra levar uma normal

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pedro Rodrigues.

Queria dizer como você é, o jeito como trata as pessoas...
Mas não encontrei palavras muito boas.
Não sei como dizer, até por falta de conhecer.
Divertido, bohemio, encantador
Mas joga mal que é um horror.
Amante de boas músicas e sabe como ninguém agradar alguém.
Não sou boa de rimas e nem de poemas,
mas vou tentando agradar pelo menos as emas.

Um homem que acredita no amor
mas que acaba de conhecer o lado da dor.
Mas fique tranquilo,
porque estarei aqui se precisar de um abrigo.
Seja pra entregar meu ombro,
ou pra encher um copo...
Eu vou tentando te ajudar, pra me aproximar
desse homem que um dia ainda vai se apaixonar.



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cadê?

Dei-me a liberdade
De que tanto precisava
Libertei-me de tudo e todos
Principalmente de você,
Que não me amava

De segunda à segunda,
Sou livre, sou mulher
E não mais menina
Deixei de ficar acanhada, encolhida
Hoje tenho asas e voo pra onde bem quiser

Fim de semana chegando,
Dia lindo de sol
Mas meus amigos, cadê?
Eu fico aqui pensando
Que quando você me perdeu
Eu também perdi você

Me dói lembrar
Que eu não te tenho mais ao meu lado
Nem teu sorriso tímido
Sua mão boba
Seu abraço apertado

Por onde andas agora?
Com quem se deita?
Será que ainda lembra de mim?
Ou será que já me esqueceu?
Pra quem será que entrega esse amor?
Que um dia foi meu

Portas e Janelas


Hoje me sinto mais leve
Até posso voar com a brisa
Foi bom, mas acabou
Mas você jamais será esquecida

Estou de volta aos bares
Aos mares e amigos
À vida

Deixo aqui minhas memórias
Minha saudade
E a esperança de um dia quem sabe...
Voltarmos a viver

E quando a dor te apertar no peito
Não fique sem jeito
Você sabe a quem procurar
Viva em paz, feliz e sem pressa
Mas deixe as portas e janelas abertas
Pro dia em que eu voltar

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Planetas


Procurei por tanto tempo
Por tanto tempo procurei
Os planetas mais distantes visitei
E não achei ninguém

Com seu toque,
Com seu jeito,
Com seu beijo de nuvens brancas
E o que mais me espanta
Foi o tempo que eu fugi
Por achar que era mentira
Por achar que não existia
Um amor igual ao teu

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Thais


Esse homem me diz as mentiras
Que dar pra levar
Me diz as verdades
Que eu gosto de ouvir
Me fala umas bobagens
Que eu amo escutar

Mas esse homem não é o único
Que me tira da cama e me faz o café
E no fim de semana
Me leva pros lugares
Me enche de jóias
E me faz mulher

Mas esses homens não sabem
Que meu coração não bate
E quando bate, me faz sangrar
De tanto ódio, de tanto raiva...
De tanto amar

domingo, 24 de abril de 2011

Homem Da Noite

Homem da noite
A procura de preza
Homem da noite
Não quer saber de beleza

De manhã eu acordo
E vejo um rosto desconhecido
Por um dia eu sou o pai do teu filho
Mas logo volto para o meu esconderijo

Eu sou o homem da noite
A procura de preza
Homem da noite
Não quer saber de beleza

Cada madrugada
È um misterio desvendado
Eu quero todas...
Que por naturezas sejam castrados

Eu entrei nesse mundo só para satisfazer desejos
Vou muito mais do que um simples beijo
Eu vivo sozinho porque é um jeito de não conviver com a dor
Eu quero tudo
Eu quero todas
Eu quero paz
Eu quero amar
E quero amor

Se brinquei com seu coração
Me desculpe, essa não foi a intenção
Mas você tem que entender
Que eu sou um homem da noite
E não quero mais nada além de prazer e emoção


OBS. Não gostei desse texto, coloquei por colocar.

Um dia

Tenho-lhe quando quero
E quando quero você esta
Não queria te fazer sofrer
Queria te fazer ao meu lado
Mas ao meu lado é difícil ficar

Desculpe,
Mas o que eu sinto por você é incerto
Às vezes te amo
Mas o vazio no meu peito
Não é preenchido com esse amor
Meu coração, tão inconstante
Não possui lugar para nós dois
Nem pra ninguém

Mas quem sabe um dia
Eu volto a ter um sentimento por ti
Mas sei que um dia
Não vou me perdoar
Em ao te olhar
Em ver o que perdi

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Obrigado, Juliana.

Quando precisar de alguém 
pra desabafar
Quando precisar de alguém 
estarei por lá
Quando precisar 
de uma amizade verdadeira
que perdure a vida inteira
é só me chamar.


Juliana Barboza fez pra mim. *-*

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Jéssica


Meu amor, meu anjo
Estou lhe esperando
Pr'um futuro melhor
O tempo passa,
Como tudo ao meu lado
Mas essa saudade,
Bendita saudade que me prende ao passado

Que me prende à você
Mas eu resisto a lembrança
Essa lembrança, que me aparece do nada
E até faz parar o tempo
E eu fico assim, Com os olhos de menina
Cheio de esperança
Esperando você chegar a qualquer momento

Meu amor, meu anjo
Só lhe peço um favor
Não se contamine com meu medo
Meu pior pesadelo é sofrer
Sofrer, não por te esperar
Mas sim, que para sempre possa te perder

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caminho


Fui, parti
Pro mundo la fora
Procurando paz

Joguei, perdi
Mas agora não é hora
De olhar para trás

O azar eu ganhei
Num jogo de sorte
Onde meu passos me encaminhavam
Entre a vida e a morte

Já não sou mais menina
Pra saber da vida
Para desvendar segredos

Já não sou mais criança
Para ter tanta esperança
Pra enfrentar meus medos



domingo, 2 de janeiro de 2011

Trocados


Acorda as cinco da matina
Na guerrilha de todo seu trabalho
O braço é forte,
A fome é grande,
E no jogo tu és carta do meu baralho

Meu coringa,
Meu fantoche,
No meu jogo de manipulação
Tome uns trocados perdidos no meu bolso
Pra dar corda em meu pião

Eu te laço e te giro como quero
E acredito que nunca vai parar
Pois ainda tenho uns trocados perdidos no bolso
Ainda tenho esmola pra te dar

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nostalgia


Fomos deixados para trás
Largados no tempo,
Ou fomos nós,
Que apenas demos um passo a mais

Dias que pareciam ontem
Já somam quase uma eternidade
O que antes éramos um bando
Hoje o que nos faz companhia,
São as lembranças individuas e a saudade
Do que já foi,
Do que sempre serão amigos,
Uma família

Nostalgia tão presente em mim quanto eu
Mas se puxarmos de nossas pobres lembranças virtuais
Lembraremos que partimos,
Pra nunca dizermos adeus.

sábado, 20 de novembro de 2010

Tempo



Tempo, levai minha magoa
Para se diluir nas águas agitadas
Desses oceanos e mares

Me ensina a perdoar
A quem realmente merece meu perdão
Livrai meu coração de todo vestígio de rancor
Que possa haver em mim

Faça seu trabalho, poderoso Tempo
Não quero que me tire esse dia do meu pensamento
Só extinta o que me faz doer em ao pensar
Mas por favor, vagaroso Tempo
Vê se não vai demorar

Sei, que mesmo que o senhor tente correr
E nos ajude
Nada será como antes

Pois mesmo que eu vá para seu céu,
Generoso Tempo
E a paz com ela o senhor me oferece
Sei que não vai ser o mesmo
Pois quem já esteve no inferno,
Jamais esquece.

Pele nua


Quando o vento quente do deserto
Soprou em meu rosto
Vi você, minha linda ilusão
Que desenhavas na areia
As singelas curvas da tua pele nua
Que disparou até meu vago coração

Tanto tempo a procura desta miragem
A mais bonita paisagem
Que ha de ter
Ainda mais quando o sol se perpétua
Sobre a tua pele nua
Com a luz do amanhecer

Até meu coração vermelho


Vou sair pra ver o sol
Já estou cansado de você
Não é me controlando assim
Que você vai melhor, me entender

Vou sair pra ver a lua
Vou descobrir de onde vem
E para onde vai
Mas até os astros e as estrelas já me dizem
Que com você meu bem,
Eu não sou capaz

Não sei bem se foi você
Ou fui eu que matei o nosso amor
A alegria de volta,
Vivíamos esperando, esperando...
E até meu coração vermelho
De tão cansado,
Hoje bate preto e branco

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mesmo com o fim


No teu adeus,
A certeza da tristeza vindo átona
Fazendo morada em meu corpo
Transformando meus gritos e acusações
Em silêncio e lágrimas

Meu interior então desaba
Quando vejo teus passos arrastados
Tomando distância aos poucos
Indo em direção ao portão

Em teu rosto,
Nenhum sinal de culpa
Nada, nada...
Nada dizia teu olhar tão vazio
E nem decifrar teus suspiros, eu conseguia
Mas nem precisava,
Pois já estava claro
O que estava acontecendo

Mas sentindo tua alma,
Agora bem mais calma e leve com o fim
Evito te frustrar
Com toda dor e magoa que possa abrigar em mim