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domingo, 9 de maio de 2010

Eu canto por nós

Eu canto pros fracaçados 
Pros rejeitados iguais a mim
Aqueles sem um pingo de amor próprio
Que vivem sentados no sofá, só esperando o fim

Aqueles que a sociedade mais julgam
Aqueles que a vida é mais cruel
Mas, somo nós mesmo o culpado de disso tudo
O culpado das nossas desgraças
Das fraquezas que nos limitam
Das tristezas que nos torna cada vez mais fracos

Mas estou aqui,
Para gritar e xingar por nós
Eu sou a voz rouca presa na garganta
Que pede liberdade e um pouco de amor
Um pouco de carinho e compaixão
E um pouco de piedade, por favor

Pobre coração


Cato os cacos desse amor
Que se quebrou com o tempo
Hoje transformo em poesia
O que restou de um coração

Mas tenho a dedicação
De colar com todo carinho
Os mínimos pedaços tão sutis e frageis
Ao ponto  de se desfarelarem, em minhas mãos
Só pra eu me tocar, que acabou
Que não tem mais jeito
Desse amor antiquado e feio

Pobre coração sem importancia
E nem amor próprio
Ao ponto de não vê a valotização de si
E se declara nos pés
De quem nunca quis te ver sorrir

Ai, sim


Você sabe o que é o amor?
Você sabe o que é amar?
Amar é sentir dor
É ver o pior da vida
Chorar, chorar e tentar sorrir
Para maquiar a ferida

Dou-te o pior de mim
O lado mais sombrio e frio
O lado mais seco,
Que nem todo humano pode ter
Um lado mais perto do fracasso
Mais longe de tudo

Corte o ódio que ha em suas veias
Se for preciso, para tentar esquecer
Se assim lhe machuca menos
Se ver a morte como a única solução

Bom, a porta esta sempre aberta
Caso mude de opnião
Machucarei lhe, irei lhe pisar como uma forma de desprezo
Irei lhe cuspir, enganar-te, jogar-te para baixo
Sem dó, nem piedade

Mas se mesmo assim
Você ainda quiser me fazer feliz
Ai, sim, te juro
Que lhe darei o melhor de mim